Taormina

Maggie em Taormina

Hoje pensei em escrever sobre Taormina.

Podia falar do concerto. Da crónica que, anos antes, me tinha posto Taormina na cabeça. Do jantar debaixo das oliveiras. Do Smart que decidiu ser jipe por um dia enquanto subia a encosta do Etna. Dos Camparis e dos amarettos.

Mas aquilo que me voltou primeiro foram os cães.

Durante aqueles dias, eram eles os verdadeiros anfitriões. Entravam e saíam pelo jardim como se a casa fosse deles, e eu apenas mais um visitante de passagem.

Só me lembrava do nome de um: Maggie.

Talvez porque Maggie é também o nome que o meu melhor amigo de infância dá à minha mãe. Há coisas que ficam presas à memória por caminhos estranhos.

Os outros nomes tive de os ir procurar em notas antigas, numa conta já ela própria quase esquecida.

Maggie. Argo. Picolla. Catherina. Mariana.

Eu sabia que haviam de servir para alguma coisa.