As duas margens

Lisboa vista através do vidro, ao anoitecer, com o Tejo e a ponte ao fundo.

Lembro-me de estar junto ao Tejo, algures entre o Cais do Sodré e o caminho que segue para os bares e as discotecas, a tentar decidir se ficava em Lisboa ou se partia para Paris.

Não me lembro do dia. Lembro-me apenas do rio.

Hoje penso nesse lugar como uma fronteira invisível. De um lado ficou a vida que conhecia. Do outro, a vida que ainda não existia.